Infecção hospitalar: o que é e dicas importantes para prevenir

Richard Riviere
31 de julho de 2025
Seta apontando para baixo.
infecção hospitalar

A infecção hospitalar é uma das maiores ameaças à segurança do paciente dentro de qualquer unidade de saúde. Saiba mais aqui!

Além de aumentar o tempo de internação e os custos hospitalares, as infecções hospitalares podem gerar complicações graves, afetando os desfechos clínicos e a reputação da instituição.

Por isso, reconhecer os riscos e adotar medidas preventivas eficazes é mais do que uma questão de protocolo: é um compromisso ético com a segurança, a qualidade e a vida dos pacientes.

Como médico, você sabe que a prevenção depende de uma combinação de fatores: boas práticas de higiene, protocolos bem estabelecidos, monitoramento constante e capacitação da equipe.

Neste artigo, vamos explorar o que é infecção hospitalar, quais são seus riscos e como preveni-las de forma eficiente na sua instituição de saúde. 

Acompanhe a leitura!

O que é infecção hospitalar?

A infecção hospitalar, atualmente denominada Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), é qualquer infecção adquirida durante a prestação de cuidados de saúde, seja em hospitais, clínicas, ambulatórios ou unidades de terapia intensiva.

Ela se caracteriza por não estar presente nem em incubação no momento da admissão do paciente, surgindo, geralmente, após 48 horas de internação, ou até mesmo após a alta, quando relacionada a procedimentos realizados durante a internação.

Segundo um conteúdo da Revista Texto & Contexto – Enfermagem

“Também favorecem o desenvolvimento das infecções os procedimentos invasivos terapêuticos ou para diagnósticos, podendo veicular agentes infecciosos no momento de sua realização ou durante a sua permanência.

Assim, essas infecções podem atingir diferentes sistemas do organismo, como o respiratório, urinário, circulatório e o trato cirúrgico, e são causadas, na maioria das vezes, por micro-organismos oportunistas.

Esses micro-organismos se aproveitam da vulnerabilidade do paciente e das condições do ambiente hospitalar.

Principais características de uma infecção hospitalar:

  • Origem interna ou externa: pode ser causada tanto por micro-organismos já presentes no paciente (endógenos) quanto por aqueles adquiridos no ambiente hospitalar (exógenos).
  • Relação direta com os cuidados de saúde: está ligada a procedimentos invasivos, uso de dispositivos médicos (como sondas e cateteres) e falhas nas práticas de controle de infecção.
  • Impacto clínico e epidemiológico: contribui para o aumento da morbidade, da mortalidade e dos custos hospitalares.

Por isso, reconhecer precocemente os sinais clínicos e entender as principais vias de transmissão é fundamental para a implementação de medidas de controle e prevenção eficazes.

Quais são os riscos da infecção hospitalar?

A infecção hospitalar representa um risco significativo tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde e para a própria instituição. 

Desse modo, seu impacto vai além das complicações clínicas, afetando a segurança, os custos e a reputação da unidade de saúde.

Principais riscos para o paciente:

  • Agravamento do quadro clínico: pacientes que desenvolvem uma infecção hospitalar podem apresentar piora significativa no estado de saúde. Por exemplo, o aumento da morbidade e, em casos mais graves, risco de óbito.
  • Prolongamento da internação: a necessidade de tratamentos adicionais, isolamento e monitoramento intensivo pode resultar em um tempo de internação maior do que o previsto.
  • Exposição a tratamentos mais agressivos: muitas infecções hospitalares envolvem bactérias multirresistentes, exigindo o uso de antibióticos de última linha, o que aumenta os riscos de efeitos colaterais.

Riscos para a instituição de saúde:

  • Aumento dos custos hospitalares: o tratamento de uma infecção hospitalar pode dobrar ou até triplicar o custo da internação. Por isso, elas comprometem o equilíbrio financeiro da unidade.
  • Impacto na imagem institucional: altas taxas de infecção refletem negativamente na reputação da instituição. Ou seja, elas afetam a confiança de pacientes, familiares e da comunidade médica.
  • Implicações legais e regulatórias: o não cumprimento das normas de controle de infecção pode resultar em sanções por parte dos órgãos de fiscalização e até em processos judiciais.

Riscos para os profissionais de saúde:

  • Exposição ocupacional: profissionais que não seguem adequadamente os protocolos de segurança estão mais suscetíveis à contaminação cruzada e a doenças ocupacionais.
  • Sobrecarga de trabalho: o aumento de casos de infecção gera maior demanda por cuidados complexos, o que pode sobrecarregar as equipes assistenciais.

Diante desses riscos, fica claro que a prevenção é uma responsabilidade coletiva que envolve desde a gestão hospitalar até cada membro da equipe de saúde.

5 dicas importantes para prevenir a infecção hospitalar

A prevenção da infecção hospitalar é um desafio que exige atenção constante, atualização de protocolos e o engajamento de toda a equipe de saúde. Afinal, pequenas falhas em processos simples podem abrir caminho para contaminações que colocam vidas em risco.

Confira abaixo cinco práticas essenciais que podem fazer toda a diferença no controle das IRAS na sua unidade de saúde:

1. Reforce as boas práticas de higienização das mãos

Em primeiro lugar, a higienização correta das mãos é reconhecida mundialmente como a medida mais eficaz na prevenção de infecções hospitalares. 

Isso inclui o uso adequado de água e sabão ou preparações alcoólicas, nos momentos indicados pelos protocolos de segurança, como o “Cinco Momentos para Higienização das Mãos” da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Capacitar a equipe, disponibilizar pontos estratégicos com álcool em gel e monitorar a adesão são passos fundamentais.

2. Adote protocolos rigorosos para procedimentos invasivos

Em seguida, procedimentos como a inserção de cateteres, sondas e ventilação mecânica estão entre os principais fatores de risco para infecções hospitalares. 

Por isso, é fundamental seguir protocolos clínicos baseados em evidências, garantindo a assepsia do ambiente, o uso correto de materiais estéreis e a manutenção adequada desses dispositivos.

Reforce treinamentos periódicos com a equipe assistencial para minimizar falhas humanas.

3. Realize a limpeza e desinfecção adequada de ambientes e equipamentos

A manutenção de um ambiente hospitalar limpo e seguro é uma das barreiras mais importantes contra a disseminação de micro-organismos. 

Garanta que os procedimentos de limpeza e desinfecção sejam realizados com a frequência correta e utilizando os produtos recomendados para cada tipo de superfície.

Além disso, promova auditorias internas para avaliar a eficácia desses processos.

4. Monitore constantemente os indicadores de infecção

A vigilância epidemiológica é essencial para detectar precocemente surtos e adotar medidas corretivas rápidas. 

Assim, implante um sistema de monitoramento contínuo dos casos de infecção hospitalar, analisando dados como taxa de infecção por procedimento, perfil de resistência microbiana e evolução clínica dos pacientes.

Esse acompanhamento permite ajustes imediatos nas práticas de controle e prevenção.

5. Utilize a tecnologia para otimizar processos administrativos e clínicos

A gestão eficiente do tempo e dos recursos também é uma aliada no combate às infecções hospitalares. 

Nesse sentido, sistemas de gestão para clínicas e hospitais, como o Versatilis System, ajudam a automatizar rotinas administrativas, controlar estoques de materiais críticos (como insumos de limpeza e EPI’s) e organizar os fluxos de atendimento.

Além disso, com menos tempo gasto em burocracias, sua equipe pode direcionar mais atenção ao cuidado ao paciente e ao cumprimento dos protocolos de segurança.

O Versatilis System ainda permite o registro e o acompanhamento de indicadores de qualidade, o que facilita a análise de dados e a tomada de decisões estratégicas.

Quer saber como a tecnologia pode ajudar na prevenção de infecções na sua unidade de saúde? Solicite agora uma demonstração gratuita do Versatilis System e veja como otimizar sua gestão com segurança e eficiência!

Richard Riviere

Especialista em Saúde Digital, CEO e Co-Fundador da Versatilis System, o sistema de gestão DEFINITIVO das clínicas do Brasil.

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