Cirurgia inédita trata depressão crônica em colombiana

Richard Riviere
24 de agosto de 2025
Seta apontando para baixo.
cirurgia inédita trata depressão crônica

Uma cirurgia inédita trata depressão crônica em colombiana. O procedimento usou eletrodos e é o primeiro no tratamento de depressão resistente. 

A colombiana Lorena Rodríguez, 34 anos, viveu mais de 20 anos com crises de ansiedade e depressão. Agora, após inúmeros tratamentos sem sucesso, ela é a primeira a passar por uma cirurgia de estimulação cerebral profunda com 4 eletrodos.

A realização do procedimento aconteceu em Bogotá em abril e o neurocirurgião colombiano William Contreras foi o responsável. 

Em entrevista para o G1, Lorena contou que os primeiros sinais de depressão surgiram na adolescência. Com o tempo, vieram também as enxaquecas e a dificuldade de realizar tarefas simples e cotidianas, como levantar da cama. 

Seu diagnóstico foi um transtorno misto de ansiedade e depressão resistente a tratamentos convencionais. 

Cirurgia ajudou na depressão resistente a tratamentos convencionais

Ao longo de sua jornada, Lorena usou mais de cinco tipos de ansiolíticos, antidepressivos e estabilizadores do humor. Além disso, passou por outras psicoterapias, como meditação, medicina funcional e práticas espirituais.

Como nenhum dos tratamentos apresentou um resultado efetivo e duradouro, a estimulação cerebral profunda (DBS) foi indicada. Segundo o neurocirurgião Contreras:

“O objetivo é ajustar a atividade elétrica dessas áreas para aliviar os sintomas.”

Nesse sentido, a cirurgia consiste na implantação de eletrodos na área subgenual do córtex cingulado e no braço anterior da cápsula interna. Essas áreas ligam-se, respectivamente, à tristeza profunda e a estruturas emocionais. 

Assim, a DBS começa com um mapeamento detalhado do cérebro para identificar os pontos exatos de estimulação. 

Em seguida, implantam-se os eletrodos com fios muito finos e em precisão de milímetros nas áreas profundas do cérebro. Os eletrodos são então ligados a um neuroestimulador, que envia impulsos elétricos para regular a atividade dos circuitos cerebrais.

Até o caso de Lorena, nenhuma publicação científica havia relatado procedimentos semelhantes. 

Nos primeiros dias, ela sentiu dores de cabeça e cansaço, mas já percebeu as mudanças e relatou ao G1 que foi como se voltasse a ver a luz. Os ajustes no neuroestimulador têm proporcionado momentos inéditos de estabilidade. Segundo ela:

“Voltei a fazer planos sem medo. Ainda sou eu, mas agora tenho espaço para viver, não só resistir.”

Para Lorena, a cirurgia trouxe esperança e um renascimento. Tudo isso faz de sua cirurgia um grande marco na área de psiquiatria e saúde mental. 

Saiba mais em: G1 Saúde.

Richard Riviere

Especialista em Saúde Digital, CEO e Co-Fundador da Versatilis System, o sistema de gestão DEFINITIVO das clínicas do Brasil.

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